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Adrian Borland - Alexandria review by Claudio José de Almeida Campos

date: Mar 2, 2002


 

ADRIAN BORLAND - Alexandria
(Play It Again Sam - 1989)

Lembro que uma vez postei aqui que a banda "Hum" foi a banda mais injustiçada dos anos 90. Agora, relembrando, a banda The Sound foi a banda mais injustiçada do anos 80. O The Sound não teve o mesmo sucesso e reconhecimento de contemporâneos como Joy Division e Echo & The Bunnymen. Intenso, melancalico, poético (menos "dark" que o Joy, um pouco mais que o Echo), o The Sound gravou álbuns aclamados pela critica mas que não alcançaram o grande público, pois razões diversas, além de falta de sorte. Eles nunca conseguiram um contrato de distribuição nos Estados Unidos, por exemplo, o que poderia ter alavancado a carreira da banda, que acabou em 1987.

O vocalista, guitarrista e compositor Adrian Borland (a alma do The Sound) iniciou carreira solo, não menos errática, lançando discos linda­ssimos como este Alexandria, ele também nunca implacou. De um tempo para ca, notei que o cara andava sumido, aa­ pensei: deve ser por causa do seu velho problema de depressão. Mas o que eu não sabia era que esta depressão levou-o ao suicadio em 1999 de forma radical, atirando-se nos trilhos do metra´ de Londres, em uma manha£ de segunda-feira, esta estava no meio das sessaµes de gravação do seu novo album "Harmony & Destruction". Dizem que ele queria muito terminar o disco, e que estava animado, mas ele na noite de sexta-feira ele estava mentalmente pertubado por causa da sua "doença", que o aborrecia desde 1987. Por isto muitos acreditam que ele não suicidou.

Eu fico pensando, como alguém que fazia aquelas canções tão legais, com letras sensa­veis e até espirituais, fazerm algo assim? talvez, por isto ele realmente não deve ter suicidade, a loucura de pular nos trilhos do metra´ é fruto da confusão mental. "Alexandria" é de 1989, foi lançado com sua recém-formada banda The Citizens, então seu primeiro disco solo. Bela estréia esta, e foi lançado aqui na terrinha, pelo selo Stiletto em vinil. Mássicas maravilhosas como "Rogue Beauty", a alegre "Light The Sky", a sensavel e profunda "Other Side of the World", a sem comentário "No Ethereal" que é uma das músicas que mais adoro nesta vida. Sinceramente eu fiquei muito triste com a morte deste cara. Chau, gente....

Cláudio José de Almeida Campos



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